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16 de abr. de 2012

Oniomania - Transtorno do Comprar Compulsivo

O comportamento de comprar de forma compulsiva, na maioria das vezes passa despercebido pelas pessoas até se darem conta que perderam o controle. É nesse ponto que começam a perceber que o “rombo” financeiro e emocional é grande e que sozinhos não conseguirão sair dessa situação.

As pessoas com essa dificuldade apresentam um descontrole muito grande em relação ao ato de comprar, elas passam muito do tempo útil dedicando sua atenção, desejo e estratégias para adquirir o objeto da compra. Tudo isso é acompanhado pela incapacidade de controlar as finanças e o comportamento de comprar.



Oniomania (do grego onios, à venda, e mania, insanidade) é o termo técnico para o desejo compulsivo de comprar, mais comumente conhecido como síndrome do comprar compulsivo. O termo foi inicialmente utilizado por Kraepelin em 1915 e Bleuler em 1924. Embora tenha sido descrita há mais de cem anos, só nos últimos 15 anos a doença voltou a ser estudada, o que faz com que seja virtualmente desconhecida nas discussões sobre saúde mental. No entanto, o quadro parece estar a aumentar globalmente já que o terreno para seu desenvolvimento é fértil no mundo moderno, com o advento de catálogos de compras pelos correios, canais de televisão dedicados a vendas e compras pela internet.


Para os leigos, algumas perguntas podem ajudar a avaliar seu comportamentos de compras:

  • Você se sente preocupado\a em demasia com o ato de comprar ou gastar dinheiro?
  • Você acha que seu comportamento de comprar é excessivo, impróprio ou descontrolado?
  • Seus desejos, urgências, impulsos, comportamentos ou fantasias sobre comprar consomem muito tempo e lhe deixam chateado\a ou culpado\a e ocasionam sérios problemas na sua vida?
  •  Não resistir ao impulso de comprar
  • Gastar mais que o planejado, o que o prejudica financeiramente
  • Acabar com seus planos de vida e das pessoas à sua volta
  • Pedir dinheiro emprestado para os outros e até aplicar golpes para poder saldar a dívida
  • Precisar efetuar a compra de qualquer maneira, independentemente do produto comprado
  • Perceber que está comprando coisas que não usa ou usa muito pouco
  • Assumir dívidas entre sete e dez vezes o valor de sua renda mensal


Como reconhecer se você é um comprador compulsivo?

Evite Endividamento Exagerado

1 - Corte despesas desnecessárias

2 - Converse sobre o assunto com amigos e familiares, se forem pessoas sensatas

3 - Não compre por impulso e não confunda necessidade de consumo com desejo de comprar
4 - Nunca gaste contando com ganhos futuros ainda não confirmados

5 - Priorize as despesas básicas e reserve parte do salário para situações de emergência
6 - Não faça novos empréstimos para quitar dívidas atuais, a menos que os juros sejam mais vantajosos

7 - Pague sempre o valor total da fatura do cartão de crédito, pois pagamentos inferiores acarretam a cobrança de altos juros

8 - Evite fazer financiamentos ou empréstimos de longo prazo

9 - Ao financiar, leia, entenda e avalie o compromisso que está assumindo. Informe-se sobre o Custo Efetivo Total (CEF) do empréstimo e compare com o de outras lojas

10 - Decida sobre novas dívidas juntamente com sua família

Crédito: especialistas e Procon-SP

Sinais que Suas Dívidas Podem Estar Fora de Controle

1 - Esconde as compras para que os familiares e amigos não vejam

2 - Mente que os produtos custaram menos do que o valor real

3 - Sempre adia a resolução do problema das dívidas para o ‘mês que vem’

4 - Paga apenas a parcela mínima do cartão de crédito

5 - Toma empréstimo de uma instituição para cobrir a dívida em outra

6 - Tem sempre uma justificativa para suas dívidas, quase sempre "culpando" um terceiro pela situação (salário, governo, patrão)

7 - Faz as contas dos ganhos e despesas considerando seu salário bruto

8 - Possui dívidas longas – superiores a três meses – de compras de itens supérfluos, que não sejam a casa própria, o carro, ou um crédito educativo, por exemplo

9 - Evita falar sobre as dívidas

10 - Não consegue ficar um dia sem comprar algo

Fonte: Procon SP

18 de jan. de 2012

10 Passos Para Quitar Suas Dívidas

Planejamento é fundamental para começar a quitar débitos.
Uma das dicas é enxergar o tamanho da dívida e traçar estratégia.
Confira na tabela os dez passos para liquidar os débitos e abaixo o texto completo para você colocar as orientações em prática. Clique na figura para ampliar.



Fonte: Mara Luquet, colunista de finanças pessoais do Jornal da Globo e autora do livro ‘Tristezas Não Pagam Dívidas’

16 de jan. de 2012

8 Passos Para se Livrar das Dívidas

1) Calcule o tamanho da dívida     Peça à empresa ou ao banco que concedeu o empréstimo um demonstrativo com os valores discriminados da dívida total. O ideal é ter os documentos com os valores de todas as dívidas adquiridas.
2) Cheque os valores a serem pagos     Avalie quais são as taxas e valores cobrados junto com as dívidas. Veja se todas as cobranças estão dentro do estabelecido no contrato, inclusive a taxa de juros. É possível que haja cobranças indevidas. Caso tenha dificuldade em fazer essa avaliação, procure especialistas ou órgãos de defesa do consumidor para ajudar.
3) Renegocie      Com os valores da dívida em mãos, retorne ao local em que ela foi adquirida e peça uma renegociação. Chore por descontos, melhores juros e prazos maiores, pois o credor tem interesse em receber o dinheiro.
4) Busque empréstimos mais baratos     Outra opção é pesquisar um empréstimo mais barato. Se a dívida é no cartão de crédito ou no cheque especial, que têm juros altos, pesquise outras taxas, como as do crédito consignado, que costumam ser menores. Feito isso, quite a outra dívida e organize-se para pagar a nova. Também é possível fazer acordos com parentes para emprestarem o dinheiro.
5) Organize o orçamento     Paralelamente ao cálculo e pagamento da dívida atual, é preciso organizar o orçamento para não fazer novas dívidas. Calcule quais são as despesas e ganhos mensais e coloque tudo no papel.
6) Corte gastos     Considere quais são os gastos essenciais (como alimentação do dia a dia), os básicos (como despesas com moradia), os contornáveis (que trazem benefícios, mas podem ser descartados, como academia) e os desnecessários (que não fazem falta no dia a dia). Corte primeiro os gastos desnecessários, passando depois para os demais, se for preciso.
7) Busque alternativas de renda     Se mesmo com os cortes ainda estiver difícil manter as despesas mensais, busque alternativas de renda, como dar aulas, vender produtos etc. Avalie bens que possam ser vendidos, como carro, terreno e joias, para ajudar ou no pagamento da dívida ou nos gastos do dia a dia que não podem ser cortados.
8) Eduque-se financeiramente     Organize-se financeiramente para não voltar a ficar endividado. Fazer um orçamento mensal e anual é indicado. Use o cartão de crédito de forma inteligente, ou seja, para organizar as finanças e concentrar o pagamento das contas mensais. Organize-se para pagar sempre todo o valor da fatura, e não somente o valor mínimo. O cheque especial deve ser usado apenas em casos de emergência, como gastos com saúde.

Fonte: Fabio Gallo Garcia, professor de finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Pontifícia Universidade Católica (PUC) e Carlos Daniel Coradi, da EFC Engenheiros Financeiros & Consultores
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