1. TEM DE SABER FAZER TUDO
Fazer bem o trabalho habitual não é suficiente. O funcionário precisa se mostrar capaz de realizar múltiplas funções. “Nosso profissional de vendas também deve saber montar uma base de dados com informações de mercado e traçar uma estratégia de marketing com essas informações”, afirma Deli Matsuo, diretor de RH do Google. Funcionários da base, como atendentes em lanchonetes do McDonald’s, também devem aprender de tudo se tiverem pretensões de ascender. “Um atendente pode chegar a executivo, mas antes deve aprender todas as funções”, diz Sheila Leme, gerente nacional do McDonald’s.
2. TENHA O ESPÍRITO DA GERAÇÃO Y
Apesar de o conceito restringir esse grupo às pessoas nascidas a partir de 1980, ou ainda depois, é possível ter características da geração Y em qualquer idade. Faz parte desse grupo quem consegue realizar várias tarefas ao mesmo tempo, desafia regras a fim de inovar, gosta de estruturas flexíveis e assimila facilmente mudanças tecnológicas, sociais e comportamentais. Apesar de o Google rejeitar o rótulo, a maior parte de seus funcionários se enquadra na descrição. “Esperamos que nossos funcionários contestem as decisões de seus líderes, que não se contentem com o convencional e acompanhem o ritmo de mudanças da sociedade”, afirma Deli. (Atenção: em empresas tradicionais e hierárquicas, seguir esse conselho pode ser prejudicial.)
3. SIM, BONS RESULTADOS AINDA CONTAM MUITO
Em qualquer empresa, os primeiros a ser promovidos são os que consistentemente apresentam bons resultados. Nas mais agressivas, como a AmBev, isso é claro: as metas de produtividade devem ser quebradas constantemente (o que exige esforço extraordinário). Para compensar os sacrifícios, esse tipo de empresa tende a oferecer salários e benefícios bem acima da média. “Para vencer aqui, é preciso estar alinhado com nossa política de superação de metas”, afirma Thiago Porto, diretor de desenvolvimento de pessoas da AmBev.
4. GANHA MAIS QUEM SE PREOCUPA COM OS OUTROS
Cada vez mais as empresas vêm valorizando quem se envolve realmente com programas sociais e ambientais transformadores. “Nós sondamos as opiniões dos candidatos sobre os temas sociais e damos prioridade aos que tiveram algum engajamento, como trabalho em ONGs e programas de voluntariado”, afirma Milton Pereira, da Serasa Experian. Faz sentido. Esse profissional geralmente é mais apto a fazer com que os produtos e serviços da companhia atendam às necessidades do mercado.